Esse grande encontro de cientistas de alimentos acontecerá em Águas de Lindóia-SP, nos dias 17, 18 e 19 de novembro com o tema “A Ciência de Alimentos e sua Importância na Saúde, no Desenvolvimento Tecnológico e Social”.
Participe do SLACAN 2025! Fique atento para as datas de submissão de resumos: 31 de agosto de 2025 (Prazo final).
Escrito por Raquel Carvalho Kamphorst, Cientista de Alimentos, Mestranda em Ciência e Tecnologia de Alimentos (UERGS/Encantado)
Uma embalagem bonita sempre mexe com o consumidor. Mas sabia que a cor da embalagem também pode mudar o sabor percebido em um alimento? E que ela ainda pode provocar uma emoção diferenciada quando o consumidor está comprando ou usando o seu produto?
Não é à toa que chocolates ao leite têm embalagens vermelho/rosa e chocolates amargos têm embalagens escuras. As cores vermelho/rosa remetem às cores de frutas, que são doces, e por isso pode levar o consumidor a percepção de um produto mais doce. Já a cor escura remete aos aromas provenientes da torra e sensação gustativa amarga, e por isso o consumidor sente o alimento com mais intensidade esse sabor. O mais interessante é que não é só uma percepção, o consumidor realmente sente o produto com mais esse sabor só por causa da cor da embalagem.
Até mesmo a xícara do cafezinho por mudar o que o consumidor sente! Servir café em uma xícara vermelha, por exemplo, leva a pessoa a sentir ele mais doce e ácido; já em uma xícara escura, imagina só: o café vai ficar mais amargo.
A ciência sensorial e do consumidor pode ajudar você a melhorar seu produto, estimular seus consumidores a escolhas mais direcionadas! Vamos estudar qual a cor mais combina com o sabor do seu produto com muita ciência sensorial e comportamento do consumidor?
Vale a leitura:
O PsyPost, um dos principais websites de notícias sobre ciência comportamental revelou uma pesquisa mostrando que cientistas descobriram uma nova e surpreendente razão para a compulsão alimentar.
Um estudo publicado na Nature Metabolism revela que o hipocampo, a região do cérebro responsável pela memória, armazena lembranças detalhadas sobre alimentos ricos em gordura e açúcar.
A pesquisa, conduzida em ratos, identificou neurônios específicos que são ativados por esses nutrientes. Ao serem estimulados, esses neurônios aumentam o consumo de comida. Por outro lado, quando os cientistas os “silenciaram”, os ratos pararam de ganhar peso e comeram menos, mesmo tendo acesso irrestrito a alimentos calóricos.
O estudo sugere que a memória por si só pode ser um gatilho para o comer, independentemente da fome ou do prazer. Em um ambiente moderno cheio de estímulos visuais e cheiros de comidas calóricas, essas “memórias alimentares” podem estar superativas, nos levando a comer mesmo sem necessidade.
Essa descoberta abre um novo caminho para o tratamento da obesidade, focando não apenas na fome e no prazer, mas também nos circuitos de memória do cérebro. Os pesquisadores agora buscam maneiras de modificar esses circuitos para ajudar as pessoas a controlarem seus hábitos alimentares.
As principais novidades da ciência sensorial em primeira mão direto de Philadelphia, EUA!
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Prepare-se para um dos maiores encontros globais de Ciências Sensoriais e do Consumidor! A nossa diretoria acompanhará todos os detalhes presencialmente e compartilhará as novidades nas redes!!
O 16º Simpósio Pangborn de Ciência Sensorial acontecerá entre os dias 17 e 21 de agosto de 2025 e traz um tema central inspirador: “Connecting Senses & Minds!”
O Pangborn Symposium é a oportunidade perfeita para integrar abordagens de diferentes disciplinas, conectar-se com profissionais de todo o mundo e aprofundar seu conhecimento. O evento de 2025 abordará uma variedade de tópicos de interesse em diferentes áreas
Além disso, oferece ainda mais oportunidades para aprendizado e networking.
Não perca a chance de fazer parte deste evento que molda o futuro da Ciência Sensorial. Venha se conectar com a ABCSC e inovar com os maiores nomes da área! Acompanhem nossas redes sociais!!
Umami: uma deliciosa união entre Brasil e Japão
Em celebração ao Dia do Umami, comemorado em 25 de julho, a Japan House São Paulo e a Ajinomoto oferecem a palestra “Umami: uma deliciosa união entre Brasil e Japão”. O painel será liderado por Telma Shimizu, chef do restaurante Aizomê, e Hellen Maluly, doutora em Ciência dos Alimentos, explorando o umami como elo entre sabores e tradições culinárias dos dois países.
O umami é conhecido como o “quinto gosto” básico do paladar humano, ao lado do doce, salgado, amargo e ácido. O termo “umami” parte da palavra japonesa umai (うまい), que significa ‘delicioso’ ou ‘saboroso’. Em 25 de julho de 1908, o professor e cientista Kikunae Ikeda adquiriu a patente para o método de produção do aminoácido glutamato, o principal componente que proporciona o gosto umami nos alimentos. Por este motivo, comemora-se, neste dia, o Dia do Umami. Além do glutamato, nucleotídeos (que são unidades básicas do DNA), como inosinato e guanilato, também podem ser responsáveis por essa sensação única. O gosto umami pode ser um elo entre as tradições culinárias do Brasil e Japão, principalmente por compartilharem uma deliciosa história, marcada pela imigração japonesa ao Brasil no início do século XX.
Os japoneses trouxeram ao Brasil ingredientes como o uso de shoyu (molho de soja), missô (pasta de soja fermentada) e algas marinhas, que são ricos em umami. A culinária brasileira se adaptou e os incluiu em receitas como marinados de carne, sopas e molhos para saladas.
Essa fusão culinária ainda resultou em outras possibilidades de pratos que levam o umami como base, como o uso de pescados tipicamente brasileiros na produção de pratos japoneses, como o pirarucu, dourado, tilápia, entre outros. Sushis, por exemplo, podem ser elaborados com ovas de tainha. Carnes nobres brasileiras hoje podem ser cruciais para o preparo de churrascos japoneses, como o yakiniku e o shabu-shabu (caldo feito com carne e legumes).
Todas essas conexões culinárias entre Brasil e Japão serão exploradas para celebração do Dia do Umami com uma deliciosa palestra e degustação, comandadas pelas painelistas convidadas.
A recente revisão publicada na European Food Research and Technology, Intitulado “Refining the craft of sour beers: a journey through fermentation, tartness and regional nuances” (Aprimorando a arte das cervejas sour: uma jornada por fermentação, acidez e nuances regionais), realizada pela pesquisadora Amanda Felipe Reitenbach (Universidade Federal de Santa Catarina e Science of Beer Institute) e seus colaboradores, desvendou o complexo e fascinante universo das sour beers (cervejas ácidas), e mostrou o que há por trás de sua acidez característica e a influência de fatores regionais em seu perfil de sabor.
As cervejas sour ou ácidas, são conhecidas por sua acidez intencional e sabores complexos, que as distinguem das cervejas tradicionais. Essa característica é alcançada principalmente através da fermentação com microrganismos específicos, como as bactérias Lactobacillus e Pediococcus, além da levedura selvagem Brettanomyces. Ao contrário da fermentação convencional, que utiliza a levedura Saccharomyces, a produção de sours exige um controle meticuloso desses “agentes” para desenvolver o perfil de sabor desejado.
O estudo explora a fermentação como o coração da produção de sour beers. A interação entre as diferentes cepas de leveduras e bactérias é crucial para a criação de ácidos orgânicos como o lático e o acético, que conferem a acidez e os aromas distintos. Métodos tradicionais, como a fermentação espontânea em “coolships” abertos ao ar, ainda são empregados em estilos belgas clássicos como Lambics e Gueuzes, permitindo que micro-organismos locais contribuam para o perfil de sabor único da cerveja.
Um dos pontos chave da pesquisa foi a análise da “tartness” (acidez). Ela não é apenas um fator quantitativo, mas sim uma complexa interação de ácidos e outros compostos que criam a percepção sensorial de acidez. O estudo aprofunda-se em como essa percepção pode variar, influenciada não apenas pela concentração de ácidos, mas também pela presença de açúcares residuais, taninos e outros componentes do mosto.
Além disso, os autores destacam a importância das nuances regionais na produção de cervejas sour. Assim como vinhos e queijos, as sour beers podem expressar o “terroir” de uma região. Fatores como a flora microbiana local, a qualidade da água e até mesmo as práticas cervejeiras tradicionais de uma determinada área podem conferir características únicas à cerveja. “Essas nuances regionais não são apenas curiosidades; elas representam a identidade e a história por trás de cada cerveja sour”, comenta um dos pesquisadores envolvidos no estudo.
A publicação surge no momento em que o mercado de cervejas artesanais no Brasil continua em expansão, com um interesse crescente por estilos mais complexos e desafiadores. “Compreender profundamente os processos de fermentação e os fatores que influenciam a acidez e os sabores regionais das sour beers é fundamental para aprimorar a qualidade e a diversidade da produção nacional”, conclui o comunicado.
A pesquisa oferece insights valiosos para cervejeiros, entusiastas e o crescente mercado de cervejas artesanais no Brasil.
Para ler o artigo completo, clique no link abaixo:
https://link.springer.com/article/10.1007/s00217-025-04810-1
A Foodtest, empresa especializada em análise sensorial online e com consumidores de perfis diversos, revela o ranking e tendências sobre o consumo de alimentos no Brasil. O estudo, chamado Foodtest Insights 2025, investigou desde as marcas mais lembradas até os critérios de compra e a percepção sobre sustentabilidade.
LEIA O ARTIGO COMPLETO
https://foodtest.com.br/blog/consumidores-brasileiros-alimentos-2025-ranking-marcas-tendencias/
Integrado aos eventos Brasil Cup, o Brasil Sensorial é um espaço
de divulgação científica, reunindo pesquisadores, estudantes e profissionais que
atuam em temas relacionados ao universo das bebidas e seus múltiplos contextos —
técnicos, culturais, ambientais e sociais. Mais do que uma exposição acadêmica, o
Brasil Sensorial convida à reflexão e ao diálogo entre ciência e sociedade,
reconhecendo o conhecimento como fermento da transformação.
🏆 Evento vinculado aos concursos Brasil Cup: Beer, Wine, Mead, Spirits & Kombucha
📍 Brasil Sensorial 2025
🗓️ De 4 a 9 de agosto
📍 Florianópolis – SC
🔬 Áreas temáticas para submissão de trabalhos científicos:
1️⃣ Inovação em bebidas fermentadas e destiladas
2️⃣ Sustentabilidade e bioeconomia na produção de alimentos e bebidas
3️⃣ Embalagens sustentáveis, rotulagem e design aplicado à indústria de bebidas
4️⃣ Biotecnologia e microbiologia aplicada à produção de alimentos e bebidas
5️⃣ Compostos bioativos, análise sensorial e neuropercepção
6️⃣ Valorização de biomas brasileiros na cadeia produtiva de alimentos e bebidas
7️⃣ Resíduos agroindustriais: reaproveitamento, extração de compostos e economia circular
8️⃣ Tecnologias emergentes e aplicações em alimentos e bebidas
9️⃣ Desenvolvimento regional e políticas públicas voltadas à agroindústria
🔟 Educação, comunicação científica e inclusão no setor de alimentos e bebidas
📝 Envio de resumos até 20/07/2025!
📌 Modalidade presencial com apresentação oral ou pôster.
🔗 Edital completo e formulário de inscrição:
👉 https://www.brasilbeercup.com.br/brasilsensorial
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Vamos construir juntos um evento que fortalece a ciência, tecnologia e inovação aplicadas à indústria de bebidas no Brasil e no mundo! 💡🌎🍻
📩 Dúvidas? Fale com a organização!
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Um grupo de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Alimentos, situado em Campinas – SP, divulgou um questionário que tem como objetivo avaliar a percepção dos consumidores sobre a carne cultivada, um produto inovador que ainda não está no mercado.
Carne cultivada, ou de cultura, consiste em cultivar células animais com o auxílio de meios de cultura, que fornecem energia para sua multiplicação. Esta tecnologia já foi aprovada em alguns países e está próxima de chegar no Brasil. Você experimentaria?
Os pesquisadores pedem sua opinião, que é essencial para identificarem os desafios e as oportunidades desse novo alimento. Você só precisa reservar cerca de 15 minutos para responder o questionário com atenção, pois sua contribuição é fundamental para o sucesso da pesquisa!
Importante: Após responder, solicitamos que encaminhe o link para pelo menos duas pessoas. Essa colaboração ajudará a ampliar nossa amostra e enriquecerá significativamente os insights da pesquisa.
Participe da Pesquisa sobre Carne Cultivada clicando no link abaixo– sua opinião faz toda a diferença!
https://ccqa-ital.compusensecloud.com/edu/login.aspx?t=56b81e37-2019-4320-b7d8-410e03431452